R.I.P.

Outubro 23, 2008 por Daniel

Poooooois é. Tive uma idéia melhor pra tudo isso.

O fim. haha

Mas é sério, esse blog já demorou demais pra acabar. Não é da minha índole ser tão persistente.

Além do mais, os posts aqui estavam ficando cada vez mais fracos e desinteressantes. Não quero isso pra mim. Nem pra vocês.

Eu sei que as vezes vai dar uma vontade louca de escrever alguma coisa, aí eu uso o orkut. O About Me tem que servir pra alguma coisa além de letras bonitinhas de músicas em inglês.

Obrigado as pessoas que me acompanharam por tanto tempo, desde o primeiro post. Agradeço a paciência.

Vou deixar a dica de dois blogs que estou lendo nesse exato momento e que estão me ajudando a passar essa tarde quente de quinta-feira:

www.jesusmechicoteia.com.br

www.garotasquedizemni.com.br (meio gay mas mesmo assim interessante!)

Um copo meio vazio em vídeo.

Outubro 17, 2008 por Daniel

À partir de semana que vem, uma grande novidade neste blog mixuruco: Posts em vídeo.

Resolvi comprar alguma webcam em promoção no carrefour e fazer uns vidínhos pra postar aqui, vamos ver no que dá. Vamos ver se dá alguma coisa.

Aguardem.

Obs: pode ser que eu mude de idéia.

Mudei de idéia.

Feia e burra não, porra.

Outubro 14, 2008 por Daniel

Me irrito com essa nova menina que trabalha na recepção, aqui. A Beth.

Ela tem dezoito anos, corpinho de trinta e cabeça de sete.

Me chama de cinco em cinco minutos pra resolver problemas como o tamanho da fonte no word e resolução de problemas no sistema de buscas do orkut.

Dia desses gritou lá e me perguntou como se escrevia “recepcionista”. Eu ri na cara e perguntei se era sério.

Era sério.

Ontem ouvi meu patrão dando um sermão por ela ter escrito site com “a”.

Ela também não escuta nada que falamos. Minha patroa pediu pra ela imprimir uma relação de ramais e ela deu um berro incrível de lá da frente “jornais!?!?!?”.

Não sei até quando vou aguentar. Mulher burra eu aguento mas burra e feia já é demais.

Obs: O nick dela no msn é Beth Gostosa.

Caí da cadeira.

I’m a junkyard full of false starts

Outubro 13, 2008 por Daniel

Realmente, eu sou um homem de falsos começos.

Creio eu que 90% das minhas iniciativas terminam no nada inicial. Minhas motivações não duram mais de 24 horas. Meus planos afundam no primeiro passo. Meu medo de errar me restringe ao que já tenho. É assim que levo a mesma vida.

Meus traumas nunca se curam e permanecem bloqueando novas experiências pelo temor da re-vida.

A única coisa que me satisfaz é viver o que já vivi e aprovei. É complicado se entregar sem saber onde chegar. É como Lispector que vivia com um tripé, que a impedia de andar, mas pelo menos a mantinha estável.

Pelo menos ela eu sei que entenderia.

Tenho desanimado bem rápido de absolutamente tudo e não tenho vontade em me esforçar pelo contrário. Todas essas regras do que fazer ou não fazer me parecem tão absurdas ao ponto de preferir ficar em casa, onde elas me atingem com menor intensidade. Apesar de ainda assim atingirem.

O que poderia ser pior do que viver em uma sociedade com regras de convivência que não concordamos?

Como algumas pessoas conseguem passar pela vida sem questionar nada e vivem felizes como se fossem completamente cegas e surdas?

Eu passo por uma favela e não consigo não enxergar. Vejo alguém jogando lixo na rua e não consigo não enxergar. Entro numa balada e não consigo não enxergar as atitudes ridículas da maioria. E o pior: não consigo não enxergar as minhas próprias atitudes ridículas.

No outro dia a ressaca é acompanhada do peso na consciência de ter agido da mesma forma. Porque pior do que não aceitar é fazer parte sem ter opção. O que posso fazer? Me excluir da sociedade e viver como um Bukowski da vida? Sujo, embrigado 24 horas por dia e sem perspectivas de nada?

Eu sou louco mas não o suficiente.

O que me resta é um exercício diário de aceitação. É como aceitar a perda de um filho precocemente. Por mais absurdo que soe, não há outra forma. 

A minha revolta com isso me parece tão ridícula. Parece frescura. Serei eu um rebelde sem causa?

Cigarro

Outubro 7, 2008 por Daniel

Está cada vez mais difícil fumar.

Já não bastam as proibições e ações anti-fumo cada vez mais constantes na mídia, agora surgiu uma nova geração de “gerações-saúde” hipócritas que não se sentem satisfeitos apenas em odiar o cigarro (respeito plenamente a opinião alheia) mas também têm como esporte principal tentar “converter” os fumantes.

Olha, eu sou um cara legal, de verdade. Quando saio com alguma menina que não fuma eu passo a noite toda me remoendo por dentro, mas não fumo. Eu respeito. Sei o quanto o cheiro dessa porcariazinha incomoda e procuro não ser inconveniente a ponto de dar um beijão em alguém com aquele gostinho sagaz.

Se estou em uma mesa em que as pessoas estão comendo, também não fumo. Isso é básico, nem eu consigo comer com cheiro de cigarro ao redor.

Se estou em uma roda de amigos e a pessoa ao meu lado faz aquela carinha de merda e abana a mão pra espalhar a minha fumaça eu faço o possível pra impedir que a fumaça volte a frequentar aquele espaço.

Sigo à risca placas de “não fume” e nunca, eu disse NUNCA fumei em algum lugar que me foi denominado proibido.

Porém, isso parece ser insuficiente para os gerações-saúde. Se eu coloco a mão no bolso pra pegar um cigarro já vejo caretas pra todos os lados, acendo a porra do cigarro e ouço “você vai morrer ainda, cara…”

Foda-se, caralho. Todo mundo vai morrer nessa porra. Ficam me dando lição de moral e avisando que vou morrer sendo que o viado pode ser atropelado daqui cinco minutos! Eu posso fumar no funeral dele, caralho!

Fico com alguma garota e passo a noite toda com ela, me matando pra não fumar. Porra, não é facil ficar uma noite toda numa balada, regada à alcool sem um mísero cigarro. E se eu COGITAR a possibilidade de acender um, parece que o mundo vai acabar! – Não, você não vai fazer isso comigo. E com você. Pense no seu futuro, você vai morrer, gato.

Eu quero morrer, ok. Combinado? Eu quero morrer. Não precisa ficar chateada, é uma escolha minha. Não gosto daqui, tô afim de morrer. Como não tenho coragem pra cortar os pulsos ou me enforcar eu fumo. Como não tenho muita pressa é uma boa forma de suicídio. Vou morrendo aos pouquinhos com o prazer. Espero que não se importe, essa é minha carta de suicídio.

Mãe, pai, amo vocês.

Asas

Setembro 8, 2008 por Daniel

Eu nunca disse que teria problemas em ser o que gostaria de ser. Ver o que gostaria de ver e ter o que gostaria de ter. Ser, não sou. Mas tenho visto e quase tenho tido. Espero ter e ver e ser e sentir. E ao mesmo tempo não espero nada. Não espero nem um texto do texto. Eu quero ser interpretado da maneira errada, não quero ser entendido e me sinto mais tranquilo assim. Não quero problemas com ninguém. Não quero me expor. Só quero ver, ser, sentir e ter. Ah, como eu queria ter. Mas se não der, tudo bem, eu já vi, e ver já foi maravilhoso. Mas me entendam mal, por favor. Se você me compreender vou ficar profundamente chateado. Não me sentirei tão louco quanto acho que deveria ser ou o quanto acho que os outros acham que sou.

Construi uma casa com material barato. Ficou linda mas não muito firme. Mas ficou linda, quem precisa de firmeza quando se tem beleza? Eu só quero sentar em frente à minha nova casa e aprecia-la. Vou aprecia-la o dia todo, todos os dias. Dessa casa eu não enjôo, quem construiu fui eu, tem tudo no meu gosto. Vou apreciar e ser feliz com minha nova casa. Minha casa novinha.

Estou voando. Ganhei um par de asas e tô voando pra lá e pra cá. Vou buscar cigarros na padaria? Visto minhas asas e lá vou eu. As vezes, com um pouco de descuido acabo batendo a cabeça na parede, mas não ligo. Todo mundo me diz “desce daí Daniel, vai dar merda!”, mas eu acho que é inveja.

Tudo bem, eu também sinto que quando estiver lá em cima, desviando dos aviões, tentando respirar entre as nuvens e apostando corrida com os pássaros, vou cair. Vão pegar a asa de volta e a queda vai ser feia. Mas quer saber? Tô nem aí, vou é subir… e subir… e subir… e subir…

Eu.

Julho 9, 2008 por Daniel

Muitas coisas têm acontecido comigo em um curto espaço de tempo.

Em apenas quinze, vinte dias eu já tive todo tipo de pensamento e atitude e ainda não sei o que fazer à respeito do que me acontece. Em um minuto eu sou forte o suficiente pra encarar tudo, entendo as partes, e aceito. No outro minuto acho que essas coisas não foram feitas pra mim. E na verdade, nunca pensamos que coisas ruins poderiam acontecer conosco, é sempre com os outros. Até ser atingido.

Acho que sempre, sempre achei que deveria ser diferente do que sou. Isso foi confirmado, inclusive, por outras pessoas. Que eu não deveria ser como sou, não é certo ser como sou. Tentei mudar, realmente. Achei que poderia e busquei, por muito tempo, essa mudança.

Eu consegui. Por algum tempo me senti diferente. Fui o oposto do que sempre fui nos ultimos dias, e admito, gostei de não ser eu. Mas aí que está o problema, eu não fui eu. Não fui eu pra agradar o olhar dos outros. Me fizeram acreditar que eu deveria deixar de ser eu pra ser agradável ao olhar alheio. Fixaram em minha cabeça que eu nunca seria ninguém se eu continuasse sendo o Daniel. E isso quase destrói minha personalidade.

Estou aqui pra informar que abro mão da mudança. Me recuso a transformar a personalidade que nasceu comigo e que me acompanhou durante todo esse tempo. Deixo de me importar com o julgamento alheio de um Daniel que têm inúmeros defeitos, mas que é o Daniel original, é o meu eu, de verdade. Se há algo que eu devo ser neste mundo de merda, este sou eu, mais ninguém.

E acredito que ser o meu eu original vai me trazer muito mais benefícios. Eu vou atrair, como sempre atraí (com raras exceções) pessoas como eu. Pessoas que me entendem e que se atraem, e se identificam com o meu verdadeiro eu.

Essa mascara que insisti em usar não se manteria pra sempre, a vida diferente que achei que poderia levar, se destruiria na primeira oportunidade. Então eu à destruo manualmente, pela minha vontade.

Digo à vocês com orgulho que o Daniel de verdade está aqui, e nunca mais deixará de estar. Se alguém se incomodar com o fato, peço que suma da minha vida o mais rápido possível. Só preciso de pessoas que entendam que a perfeição não existe, e que a integridade e personalidade própria são mais raras e importantes do que qualquer fingimento-padrão que vemos tanto por aí, ao sair na rua.

Falo de coração que não me importo mais com o julgamento de ninguém. Mesmo que seja pra estar sozinho, será melhor acompanhado do que com pessoas como vocês. Estou me retirando e sinto muito não mais fazer parte desse baile de máscaras.

Atenciosamente,

Daniel Salerno de Aguiar

Junho 18, 2008 por Daniel

- é difícil contar com tão poucas pessoas pra poder raciocinar, refletir e talvez até debater sobre os questionamentos internos que todos temos mas que a maioria finge não ter. Ou não percebe que tem.
- ah dani, você pode contar comigo. O que está se passando?
- o que você acha de querer sentir-se bem por estar certo, mas na verdade nunca saber se realmente esta? Na maioria das vezes não é certeza, é hipocrisia. OU NÃO?
- não entendi o que você quis dizer…
- o que eu quero dizer é que o certo nem sempre é o certo. O certo é o errado de amanhã de manhã. Sempre foi assim e sempre será assim. Antecipar o errado, adiantar o certo.
- ai daniel, que papo estranho.
- tá certo. Tenho que ir.

Junho 5, 2008 por Daniel

“A beleza não existe, especialmente num rosto humano – ali está apenas o que chamamos fisionomia. Tudo é um imaginado, matemático, um conjunto de traços. Por exemplo, se o nariz não sobressai muito, se as costas estão bem, se as orelhas não são demasiadamente grandes, se o cabelo não é muito comprido. Esse é um olhar generalizante. A verdadeira beleza vem da personalidade e nada tem a ver com a forma das sobrancelhas. Me falam de mulheres que são lindas… Quando as vejo, é como olhar um prato de sopa.”

bukowski

Junho 3, 2008 por Daniel

o problema em atualizar esse blog é que eu sempre acho que devo escrever algo inteligente. Aí nunca escrevo nada, quando escrevo não é inteligente e as visitas vão caindo. Bom, foda-se que as visitas tão caindo, mas eu devo ser mais despreocupado.

Até hoje eu já escrevi muita besteira, raros os posts que ainda significam algo pra mim. Quer dizer, eu ainda tenho as idéias que tinha antes, mas me cansei dessa forma de escrever. Ficar tentando enfeitar algo que nunca foi enfeitado, idéias que não nasceram pra ser enfeitadas.

Um dia desses eu participei de um “concurso” de “literatura” em que as pessoas enviam seus contos, poemas, ou sei lá mais o quê; os donos da bagaça avaliam os melhores e publicam em um livro, mensal.

Participei na verdade duas vezes, fui orgulhosamente selecionado nas duas ocasiões. Mas percebi que não há vantagem. Pelo contrário, se eu quiser um livro que consta meu nome e um texto meu, tenho que compra-lo.

Dizem ainda que um certo número de publicações vão pra bibliotecas no Rio de Janeiro, mas eu dúvido. Quem pode me provar isso? Eu não vou até lá ver se acho meu livro.

Como se não bastassem essas evidências de que o negócio é a maior lixeira, eu dei uma olhada nos contos alheios, de gente que também foi selecionada, e sinceramente, não há critério algum de avaliação.

Eles querem capturar o máximo de idiotas pra juntar tudo logo no livro e despachar pra todos pelos singelos vinte e cinco paus.

Na verdade contei essa história pra dizer que fazer parte de uma merda de publicação dessas não serve pra nada. Escrever pra ser selecionado, pra ser aceito, pra vender, não adianta de merda nenhuma. Quer dizer, adianta pra ganhar um trocado, colocar no curriculum que foi selecionado e que é um grande literário, quase imortal, como eu fiz, pra enganar algum entrevistador babaca. Mas, eu, não tento mais seguir padrão literário algum, eu quero que todo mundo se foda, inclusive você.

Acho que só.

Se fosse seguir um padrão essa não era a hora de terminar, mas foda-se, de novo.