- é difícil contar com tão poucas pessoas pra poder raciocinar, refletir e talvez até debater sobre os questionamentos internos que todos temos mas que a maioria finge não ter. Ou não percebe que tem.
- ah dani, você pode contar comigo. O que está se passando?
- o que você acha de querer sentir-se bem por estar certo, mas na verdade nunca saber se realmente esta? Na maioria das vezes não é certeza, é hipocrisia. OU NÃO?
- não entendi o que você quis dizer…
- o que eu quero dizer é que o certo nem sempre é o certo. O certo é o errado de amanhã de manhã. Sempre foi assim e sempre será assim. Antecipar o errado, adiantar o certo.
- ai daniel, que papo estranho.
- tá certo. Tenho que ir.
Posts de Junho, 2008
Junho 18, 2008
Junho 5, 2008
“A beleza não existe, especialmente num rosto humano – ali está apenas o que chamamos fisionomia. Tudo é um imaginado, matemático, um conjunto de traços. Por exemplo, se o nariz não sobressai muito, se as costas estão bem, se as orelhas não são demasiadamente grandes, se o cabelo não é muito comprido. Esse é um olhar generalizante. A verdadeira beleza vem da personalidade e nada tem a ver com a forma das sobrancelhas. Me falam de mulheres que são lindas… Quando as vejo, é como olhar um prato de sopa.”
bukowski
Junho 3, 2008
o problema em atualizar esse blog é que eu sempre acho que devo escrever algo inteligente. Aí nunca escrevo nada, quando escrevo não é inteligente e as visitas vão caindo. Bom, foda-se que as visitas tão caindo, mas eu devo ser mais despreocupado.
Até hoje eu já escrevi muita besteira, raros os posts que ainda significam algo pra mim. Quer dizer, eu ainda tenho as idéias que tinha antes, mas me cansei dessa forma de escrever. Ficar tentando enfeitar algo que nunca foi enfeitado, idéias que não nasceram pra ser enfeitadas.
Um dia desses eu participei de um “concurso” de “literatura” em que as pessoas enviam seus contos, poemas, ou sei lá mais o quê; os donos da bagaça avaliam os melhores e publicam em um livro, mensal.
Participei na verdade duas vezes, fui orgulhosamente selecionado nas duas ocasiões. Mas percebi que não há vantagem. Pelo contrário, se eu quiser um livro que consta meu nome e um texto meu, tenho que compra-lo.
Dizem ainda que um certo número de publicações vão pra bibliotecas no Rio de Janeiro, mas eu dúvido. Quem pode me provar isso? Eu não vou até lá ver se acho meu livro.
Como se não bastassem essas evidências de que o negócio é a maior lixeira, eu dei uma olhada nos contos alheios, de gente que também foi selecionada, e sinceramente, não há critério algum de avaliação.
Eles querem capturar o máximo de idiotas pra juntar tudo logo no livro e despachar pra todos pelos singelos vinte e cinco paus.
Na verdade contei essa história pra dizer que fazer parte de uma merda de publicação dessas não serve pra nada. Escrever pra ser selecionado, pra ser aceito, pra vender, não adianta de merda nenhuma. Quer dizer, adianta pra ganhar um trocado, colocar no curriculum que foi selecionado e que é um grande literário, quase imortal, como eu fiz, pra enganar algum entrevistador babaca. Mas, eu, não tento mais seguir padrão literário algum, eu quero que todo mundo se foda, inclusive você.
Acho que só.
Se fosse seguir um padrão essa não era a hora de terminar, mas foda-se, de novo.