Posts de Outubro, 2008

R.I.P.

Outubro 23, 2008

Poooooois é. Tive uma idéia melhor pra tudo isso.

O fim. haha

Mas é sério, esse blog já demorou demais pra acabar. Não é da minha índole ser tão persistente.

Além do mais, os posts aqui estavam ficando cada vez mais fracos e desinteressantes. Não quero isso pra mim. Nem pra vocês.

Eu sei que as vezes vai dar uma vontade louca de escrever alguma coisa, aí eu uso o orkut. O About Me tem que servir pra alguma coisa além de letras bonitinhas de músicas em inglês.

Obrigado as pessoas que me acompanharam por tanto tempo, desde o primeiro post. Agradeço a paciência.

Vou deixar a dica de dois blogs que estou lendo nesse exato momento e que estão me ajudando a passar essa tarde quente de quinta-feira:

www.jesusmechicoteia.com.br

www.garotasquedizemni.com.br (meio gay mas mesmo assim interessante!)

Um copo meio vazio em vídeo.

Outubro 17, 2008

À partir de semana que vem, uma grande novidade neste blog mixuruco: Posts em vídeo.

Resolvi comprar alguma webcam em promoção no carrefour e fazer uns vidínhos pra postar aqui, vamos ver no que dá. Vamos ver se dá alguma coisa.

Aguardem.

Obs: pode ser que eu mude de idéia.

Mudei de idéia.

Feia e burra não, porra.

Outubro 14, 2008

Me irrito com essa nova menina que trabalha na recepção, aqui. A Beth.

Ela tem dezoito anos, corpinho de trinta e cabeça de sete.

Me chama de cinco em cinco minutos pra resolver problemas como o tamanho da fonte no word e resolução de problemas no sistema de buscas do orkut.

Dia desses gritou lá e me perguntou como se escrevia “recepcionista”. Eu ri na cara e perguntei se era sério.

Era sério.

Ontem ouvi meu patrão dando um sermão por ela ter escrito site com “a”.

Ela também não escuta nada que falamos. Minha patroa pediu pra ela imprimir uma relação de ramais e ela deu um berro incrível de lá da frente “jornais!?!?!?”.

Não sei até quando vou aguentar. Mulher burra eu aguento mas burra e feia já é demais.

Obs: O nick dela no msn é Beth Gostosa.

Caí da cadeira.

I’m a junkyard full of false starts

Outubro 13, 2008

Realmente, eu sou um homem de falsos começos.

Creio eu que 90% das minhas iniciativas terminam no nada inicial. Minhas motivações não duram mais de 24 horas. Meus planos afundam no primeiro passo. Meu medo de errar me restringe ao que já tenho. É assim que levo a mesma vida.

Meus traumas nunca se curam e permanecem bloqueando novas experiências pelo temor da re-vida.

A única coisa que me satisfaz é viver o que já vivi e aprovei. É complicado se entregar sem saber onde chegar. É como Lispector que vivia com um tripé, que a impedia de andar, mas pelo menos a mantinha estável.

Pelo menos ela eu sei que entenderia.

Tenho desanimado bem rápido de absolutamente tudo e não tenho vontade em me esforçar pelo contrário. Todas essas regras do que fazer ou não fazer me parecem tão absurdas ao ponto de preferir ficar em casa, onde elas me atingem com menor intensidade. Apesar de ainda assim atingirem.

O que poderia ser pior do que viver em uma sociedade com regras de convivência que não concordamos?

Como algumas pessoas conseguem passar pela vida sem questionar nada e vivem felizes como se fossem completamente cegas e surdas?

Eu passo por uma favela e não consigo não enxergar. Vejo alguém jogando lixo na rua e não consigo não enxergar. Entro numa balada e não consigo não enxergar as atitudes ridículas da maioria. E o pior: não consigo não enxergar as minhas próprias atitudes ridículas.

No outro dia a ressaca é acompanhada do peso na consciência de ter agido da mesma forma. Porque pior do que não aceitar é fazer parte sem ter opção. O que posso fazer? Me excluir da sociedade e viver como um Bukowski da vida? Sujo, embrigado 24 horas por dia e sem perspectivas de nada?

Eu sou louco mas não o suficiente.

O que me resta é um exercício diário de aceitação. É como aceitar a perda de um filho precocemente. Por mais absurdo que soe, não há outra forma. 

A minha revolta com isso me parece tão ridícula. Parece frescura. Serei eu um rebelde sem causa?

Cigarro

Outubro 7, 2008

Está cada vez mais difícil fumar.

Já não bastam as proibições e ações anti-fumo cada vez mais constantes na mídia, agora surgiu uma nova geração de “gerações-saúde” hipócritas que não se sentem satisfeitos apenas em odiar o cigarro (respeito plenamente a opinião alheia) mas também têm como esporte principal tentar “converter” os fumantes.

Olha, eu sou um cara legal, de verdade. Quando saio com alguma menina que não fuma eu passo a noite toda me remoendo por dentro, mas não fumo. Eu respeito. Sei o quanto o cheiro dessa porcariazinha incomoda e procuro não ser inconveniente a ponto de dar um beijão em alguém com aquele gostinho sagaz.

Se estou em uma mesa em que as pessoas estão comendo, também não fumo. Isso é básico, nem eu consigo comer com cheiro de cigarro ao redor.

Se estou em uma roda de amigos e a pessoa ao meu lado faz aquela carinha de merda e abana a mão pra espalhar a minha fumaça eu faço o possível pra impedir que a fumaça volte a frequentar aquele espaço.

Sigo à risca placas de “não fume” e nunca, eu disse NUNCA fumei em algum lugar que me foi denominado proibido.

Porém, isso parece ser insuficiente para os gerações-saúde. Se eu coloco a mão no bolso pra pegar um cigarro já vejo caretas pra todos os lados, acendo a porra do cigarro e ouço “você vai morrer ainda, cara…”

Foda-se, caralho. Todo mundo vai morrer nessa porra. Ficam me dando lição de moral e avisando que vou morrer sendo que o viado pode ser atropelado daqui cinco minutos! Eu posso fumar no funeral dele, caralho!

Fico com alguma garota e passo a noite toda com ela, me matando pra não fumar. Porra, não é facil ficar uma noite toda numa balada, regada à alcool sem um mísero cigarro. E se eu COGITAR a possibilidade de acender um, parece que o mundo vai acabar! – Não, você não vai fazer isso comigo. E com você. Pense no seu futuro, você vai morrer, gato.

Eu quero morrer, ok. Combinado? Eu quero morrer. Não precisa ficar chateada, é uma escolha minha. Não gosto daqui, tô afim de morrer. Como não tenho coragem pra cortar os pulsos ou me enforcar eu fumo. Como não tenho muita pressa é uma boa forma de suicídio. Vou morrendo aos pouquinhos com o prazer. Espero que não se importe, essa é minha carta de suicídio.

Mãe, pai, amo vocês.