Está cada vez mais difícil fumar.
Já não bastam as proibições e ações anti-fumo cada vez mais constantes na mídia, agora surgiu uma nova geração de “gerações-saúde” hipócritas que não se sentem satisfeitos apenas em odiar o cigarro (respeito plenamente a opinião alheia) mas também têm como esporte principal tentar “converter” os fumantes.
Olha, eu sou um cara legal, de verdade. Quando saio com alguma menina que não fuma eu passo a noite toda me remoendo por dentro, mas não fumo. Eu respeito. Sei o quanto o cheiro dessa porcariazinha incomoda e procuro não ser inconveniente a ponto de dar um beijão em alguém com aquele gostinho sagaz.
Se estou em uma mesa em que as pessoas estão comendo, também não fumo. Isso é básico, nem eu consigo comer com cheiro de cigarro ao redor.
Se estou em uma roda de amigos e a pessoa ao meu lado faz aquela carinha de merda e abana a mão pra espalhar a minha fumaça eu faço o possível pra impedir que a fumaça volte a frequentar aquele espaço.
Sigo à risca placas de “não fume” e nunca, eu disse NUNCA fumei em algum lugar que me foi denominado proibido.
Porém, isso parece ser insuficiente para os gerações-saúde. Se eu coloco a mão no bolso pra pegar um cigarro já vejo caretas pra todos os lados, acendo a porra do cigarro e ouço “você vai morrer ainda, cara…”
Foda-se, caralho. Todo mundo vai morrer nessa porra. Ficam me dando lição de moral e avisando que vou morrer sendo que o viado pode ser atropelado daqui cinco minutos! Eu posso fumar no funeral dele, caralho!
Fico com alguma garota e passo a noite toda com ela, me matando pra não fumar. Porra, não é facil ficar uma noite toda numa balada, regada à alcool sem um mísero cigarro. E se eu COGITAR a possibilidade de acender um, parece que o mundo vai acabar! – Não, você não vai fazer isso comigo. E com você. Pense no seu futuro, você vai morrer, gato.
Eu quero morrer, ok. Combinado? Eu quero morrer. Não precisa ficar chateada, é uma escolha minha. Não gosto daqui, tô afim de morrer. Como não tenho coragem pra cortar os pulsos ou me enforcar eu fumo. Como não tenho muita pressa é uma boa forma de suicídio. Vou morrendo aos pouquinhos com o prazer. Espero que não se importe, essa é minha carta de suicídio.
Mãe, pai, amo vocês.
Tags: câncer de pulmão, cigarro, suicídio
Outubro 8, 2008 às 1:34 am |
Daniiii…
legal… pior q na balada é foda ficar sem fumar…
ja acustumei!
bjossssss
Outubro 10, 2008 às 1:22 pm |
aihaiuhaiauhai
Outubro 13, 2008 às 3:26 pm |
É mano, ainda que o cigarro vem com nota de adventência, a geração saúde esconde a falsidade, quem ve pensa alguém tá realmente se importando com a saúde alheia!!haha
abraço
Outubro 13, 2008 às 10:43 pm |
senti uma certa indireta nisso, mas okay.
aprendi agora, não ponho mais o cigarro na mesa.
;*
Outubro 14, 2008 às 5:07 pm |
q coisa mais grunge.
Outubro 15, 2008 às 1:03 am |
Saúde para todos.
Novembro 28, 2008 às 11:44 am |
karacas, os doidos estão cada vez mais doidinhos,e ainda querem dizer que não é droga.
vai…vai fumando seu viciado ipocrita, aposto que pra agarrar ums corpo o ipocrita não fala assim…desse jeito.